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Serviço de Controle de Infecção Hospitalar


Ações do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar


Definir diretrizes para a ação de controle de infecções hospitalares no hospital, ratificar o programa anual de trabalho do SCIH, avaliar o Programa de Controle de Infecções Hospitalares da instituição, avaliar sistemática e periodicamente as informações fornecidas pelo Sistema de Vigilância Epidemiológica das Infecções Hospitalares e aprovar as medidas de controle propostas pelo SCIH, visando a prevenção e redução das Infecções hospitalares, comunicar periodicamente às Gerências e aos Núcleos de todos os setores do hospital, a situação das Infecções hospitalares, promovendo um amplo debate na comunidade hospitalar, normatizar a política de uso racional de antimicrobianos na instituição, elaborar, implementar, manter e avaliar um Programa de Controle das Infecções Hospitalares adequado às características e necessidades da instituição, implantar e manter um sistema de Vigilância Epidemiológica das Infecções Hospitalares, inclusive no pós alta, realizar investigação epidemiológica de casos e surtos, sempre que indicado, e implantar as medidas de controle, propor, elaborar, implementar e supervisionar a aplicação de normas e rotinas técnico-administrativas visando limitar a disseminação de agentes infecciosos presentes no hospital, através de medidas de isolamento e precaução, cooperar com o setor de treinamento com o objetivo de obter capacitação adequada do quadro de funcionários e profissionais no que diz respeito ao controle das infecções hospitalares, elaborar e divulgar regularmente relatórios, cooperar com a ação de fiscalização do serviço de vigilância sanitária do órgão estadual ou municipal de gestão do SUS, bem como fornecer prontamente as informações epidemiológicas solicitadas pelas autoridades sanitárias competentes, cotificar ao serviço de vigilância sanitária do organismo de gestão estadual ou municipal do SUS os casos e surtos diagnosticados ou suspeitos de infecções associadas à utilização de insumos e produtos industrializados, implementar e executar a política de uso racional de antimicrobianos, definir, em cooperação com a comissão de farmácia e terapêutica, a política de utilização de antimicrobianos, germicidas e materiais médico-hospitalares, controlar o uso de saneantes do Hospital.



Gráficos das taxas de infecção hospitalar no CRSM 2016.


 














Senhores,


Seguindo os preceitos da boa prática médica, principalmente no que diz respeito ao uso correto dos antimicrobianos, e devido ao alto consumo, indevido, de alguns dos antimicrobianos, neste hospital, o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar vem, através deste, recomendar a prescrição de antimicrobianos para as diversas e principais situações clínicas encontradas ao assistir às pacientes.


. Mastite:
Infecção comunitária, ou seja, quando adquirida fora do ambiente hospitalar, ou de assistência à saúde, tem como principal etiologia o Staphylococcus aureus sensível à oxacilina, bem como outras bactérias Gram-positivas. Portanto, a cobertura antibiótica deve visar esse grupo de bactérias. As opções são antibióticos com ação anti-estafilocócica:


Oxacilina (1° opção para uso parenteral, EV);


Cefalosporinas de 1° geração: cefalexina (VO), cefalotina (EV), cefazolina (EV);


Clindamicina (EV e VO).


Se alergia à penicilina, usar as cefalosporinas de 1° geração (desde que a alergia não seja severa, angioedema e anafilaxia), ou clindamicina (EV ou VO), ou vancomicina (EV), ou teicoplanina (EV, eventualmente IM), ou linezolida (EV e VO).


Infecção hospitalar, ou seja, em paciente internada há mais de 48 horas, ou com passagem prévia em hospitais, ou locais de assistência à saúde nos últimos 30 dias, o principal agente continua sendo o Staphylococcus aureus, porém oxacilina resistente. As opções antibióticas são:


Vancomicina (EV);


Teicoplanina (EV, eventualmente IM);


Linezolida (EV e VO).


Observação 1: se presença de abscesso, a DRENAGEM é o principal tratamento. Não é incomum a necessidade de RE-DRENAGEM. Enquanto houver coleção, não haverá resolução do processo infeccioso, independente do antibiótico usado.


Observação 2: o uso do metronidazol (Flagyl) NÃO está recomendado. Este antibiótico tem ação somente em bactérias anaeróbias e protozoários (não é o caso em mastites). Os eventuais anaeróbios encontrados em mastites (Propionibacterium, Peptostreptococcus) são sensíveis aos antibióticos citados anteriormente.


Observação 3: o uso da ceftriaxona (Rocefin) NÃO está recomendado. Este antibiótico possui apenas uma ação sub-ótima para Staphylococcus aureus e perde em importância para os antibióticos citados anteriormente.


Observação 4: o uso de ciprofloxacina deve ser considerado como alternativo, pois este antibiótico também é considerado como sub-ótimo para a infecção em questão.


Celulites e erisipelas:
Erisipela: principal agente é o Streptococcus pyogenes (grupo A). Pelos sinais clínicos sistêmicos, a internação é quase sempre recomendada. Antibióticos recomendados:


Penicilina cristalina (1° opção para uso parenteral, EV);


Cefalosporinas de 1° geração: cefalexina (VO), cefalotina (EV), cefazolina (EV);


Clindamicina (EV e VO).


Se alergia à penicilina, usar as cefalosporinas de 1° geração (desde que a alergia não seja severa, angioedema e anafilaxia), ou clindamicina (EV ou VO), ou vancomicina (EV), ou teicoplanina (EV, eventualmente IM), ou linezolida (EV e VO).


Celulite: principal agente é o Staphylococcus aureus. Em pacientes neutropênicos, as bactérias Gram-negativas ganham em importância como agentes etiológicos. As opções antibióticas devem, obrigatoriamente, conter agentes anti-estafilocócicos.


Se comunitária, adquirida fora do ambiente hospitalar e de assistência à saúde:


Oxacilina (1° opção para uso parenteral, EV);


Cefalosporinas de 1° geração: cefalexina (VO), cefalotina (EV), cefazolina (EV);


Clindamicina (EV e VO).


Se alergia à penicilina, usar as cefalosporinas de 1° geração (desde que a alergia não seja severa, angioedema e anafilaxia), ou clindamicina (EV ou VO), ou vancomicina (EV), ou teicoplanina (EV, eventualmente IM), ou linezolida (EV e VO).


Se hospitalar, ou seja, em paciente internada há mais de 48 horas, ou com passagem prévia em hospitais, ou locais de assistência à saúde nos últimos 30 dias, o principal agente continua sendo o Staphylococcus aureus, porém oxacilina resistente.


Vancomicina (EV);


Teicoplanina (EV, eventualmente IM);


Linezolida (EV e VO).


Em pacientes neutropênicos, que não respondem prontamente ao antibiótico anti-estafilocócico, associar:


Cefepima, ou piperacilina-tazobactam, ou carbapenêmicos (imipenem, meropenem).


Observação 1: o uso do metronidazol (Flagyl) NÃO está recomendado. Este antibiótico tem ação somente em bactérias anaeróbias e protozoários (não é o caso em erisipelas e celulites).


Infecção de sítio cirúrgico:
São consideradas infecções hospitalares, pois são decorrentes de procedimentos hospitalares. Se leves, superficiais, sem formação de coleções subcutâneas, sem sinais de comprometimento sistêmico, pode-se, a critério do médico assistente, serem tratadas ambulatorialmente, inicialmente, com antibióticos por VO, com observação frequente do resultado. Se infecção mais pronunciada, ou falha de tratamento ambulatorial, o tratamento inteiro deverá ser realizado em regime de internação e com antibióticos parenterais.


Os agentes principais, por se tratar de infecção de pele e subcutâneo, são as bactérias Gram-positivas, principalmente o Staphylococcus aureus oxacilina resistente. A frequência de resistência à oxacilina varia conforme o hospital de ocorrência, sendo que quanto maior e mais complexo for o hospital, maior a taxa de resistência deste agente à oxacilina.


As opções terapêuticas devem se basear em antibióticos com ação anti-estafilocócica e resistente à oxacilina:


Vancomicina (EV);


Teicoplanina (EV, eventualmente IM);


Linezolida (EV e VO).


Em infecções localizadas próximas ao períneo, vagina, virilha, ou em pacientes neutropênicas, considerar a ocorrência de bactérias Gram-negativas. Associar:


Cefepima, ou piperacilina-tazobactam, ou carbapenêmicos (imipenem, meropenem).


Observação 1: o uso do metronidazol (Flagyl) NÃO está recomendado. Este antibiótico tem ação somente em bactérias anaeróbias e protozoários (não é o caso na maioria das infecções de sítio cirúrgico que não envolvam ressecção de alças intestinais).


Observação 2: o uso da ceftriaxona (Rocefin) NÃO está recomendado. Este antibiótico possui apenas uma ação sub-ótima para Staphylococcus aureus sensível à oxacilina e NÃO possui ação alguma para os resistentes à oxacilina e perde em importância para os antibióticos citados anteriormente.


Observação 3: o uso da ciprofloxacina NÃO está recomendado. Este antibiótico possui apenas uma ação sub-ótima para Staphylococcus aureus sensível à oxacilina e NÃO possui ação alguma para os resistentes à oxacilina e perde em importância para os antibióticos citados anteriormente.


Por fim, citamos alguns comentários:


Metronidazol (Flagyl):


Não recomendado para infecções de pele e subcutâneo (salvo em raras situações clínicas).


Utilizado em infecções intra-abdominais, peritonites, perfurações de alças intestinais, abscesso cerebral, situações em que há que se ter cobertura para bactérias anaeróbias, principalmente Bacteroides.


Utilizado para colite pseudomembranosa, agente Clostridium dificille.


Utilizado em infecções ginecológicas, como vaginoses, doença inflamatória pélvica, aborto infectado, corioamnionite, etc.


Ceftriaxona (Rocefin):


Não recomendado para infecções de pele e subcutâneo (salvo em raras situações clínicas).


Utilizado em infecções por bactérias Gram-negativas comunitárias (não hospitalares), em que não há expectativa de isolamento de Pseudomonas (este antibiótico não possui atividade para esta bactéria).


Utilizado para cobertura do Streptococcus pneumonie (bactéria Gram-positiva), o pneumococo, encontrado em pneumonias comunitárias, otites, rinossinusites e meningite bacteriana.


Utilizado, mais comumente, além das situações acima, em infecções urinárias, intra-abdominais (apendicite, diverticulite, colecistite, colangite, etc), comunitárias (não hospitalares) e ginecológicas (doença inflamatória pélvica)

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