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Governo do Estado de São Paulo

Ambulatório de Ginecologia

Hospital Pérola Byington

A Gerência de Ginecologia do Centro de Referência da Saúde da Mulher (CRSM) – Hospital Pérola Byington, em São Paulo, coordena os setores de Ginecologia Cirúrgica, Endoscopia Ginecológica, Uroginecologia, Pronto Atendimento e Sexualidade.

Os setores de Ginecologia Cirúrgica e Endoscopia atendem prioritariamente afecções ginecológicas de alta complexidade, sendo realizadas aproximadamente 2.000 consultas ambulatoriais e 250 procedimentos cirúrgicos por mês. Além disso, o setor atua em parceria com a Oncologia Pélvica e a Mastologia na confirmação do câncer da mulher, bem como auxiliando no seu tratamento interdisciplinar.

O Pronto Atendimento prima pela excelência do atendimento à mulher, vítima de violência sexual. Prioriza também a assistência às complicações oncológicas e intercorrências clínicas de pacientes com câncer ginecológico acompanhadas no CRSM. Realizam-se aproximadamente 2.000 consultas por mês com essas características.

O CRSM conta ainda com equipe qualificada para o tratamento da disfunção sexual feminina, Cresce a procura nesta especialidade com dinâmica geométrica. Sinal dos tempos.

A Gerência de Ginecologia contribui na formação e no treinamento dos residentes de Ginecologia do CRSM (Residêndia Médica do SUS). Atuam em todas as esferas, sempre supervisionados por preceptores e assistentes altamente qualificados, prospectando as mais modernas e avançadas técnicas com índices/parâmetros referenciais mundiais.

Residentes de ginecologia, oriundos de diversas instituições públicas de ensino, colaboram também nesta gerência. O setor de Endoscopia Ginecológica conta com a presença de 06 estagiários por ano, especializandos nas áreas de videolaparoscopia e histeroscopia.

Rotina Ginecológica – Prevenção do Câncer na Mulher

O CRSM – Hospital Pérola Byington, seguindo recomendações da OMS (Organização Mundial de Saúde) e diretrizes do Instituto Nacional do Câncer (INCA), preconizam que o rastreamento do câncer na mulher seja feito da seguinte maneira:

Papanicolaou (ou citologia oncológica cérvico-vaginal): a coleta do exame deve ser iniciada 1 ano após a primeira relação sexual. Após 2 coletas consecutivas negativas, com intervalo de 1 ano, o exame pode ser repetido a cada 2 ou 3 anos.

Mamografia: deve ser preferencialmente realizada após os 50 anos de idade, e anualmente a seguir. Antes dos 40 anos, a mulher deve apenas ser submetida a exame físico mamário pelo ginecologista, no mínimo 1 vez ao ano. Pacientes com história familiar de câncer mamário (mãe ou irmã) podem iniciar o rastreamento com mamografia aos 35 anos de idade, ou conforme recomendação médica.

Ultrassom Mamário: não é considerado exame de rastreamento do câncer de mama. Após exame físico suspeito ou alteração mamográfica, pode ser solicitado pelo especialista para elucidação diagnóstica.

Colposcopia: não é considerado exame de rastreamento do câncer de colo do útero. Deve ser realizado apenas após alteração do Papanicolaou que sugira infecção pelo HPV (Papiloma Vírus Humano) ou lesão precurssora de câncer.

Ultrassom Pélvico ou Transvaginal: tem indicação individualizada. Pode ser solicitado pelo especialista que suspeite de alguma anormalidade no exame físico ginecológico, na investigação de sangramento uterino anormal ou dor pélvica na mulher. Não é necesssário realizar este exame rotineiramente, inclusive na pós-menopausa.

Histeroscopia: mulheres menopausadas há mais de 1 ano que apresentaram sangramento vaginal e, ao ulrrassom pélvico, for visibilizado espessamento endometrial, devem obrigatoriamente realizar o exame de histeroscopia. Através desse método confirma-se ou não o câncer de endométrio. Pacientes na pré-menopausa que se queixem de sangramento uterino anormal, também com achados ultrassonográficos suspeitos, são também elegíveis à realização do exame.

Os exames preventivos básicos, como o Papanicolaou e a mamografia, bem como a investigação primária de afecções ginecológicas, como o ultrassom, devem ser realizados preferencialmente na rede básica de saúde e, após forte suspeita ou detecção do câncer ginecológico propriamente dito, a paciente deve ser encaminhada ao CRSM.

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